sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Raiva

Não é muito bom ter raiva. Alias não é bom nem um pouco. Mas às vezes não posso evitar. E, quando chega essa hora tenho que ser muito esperta para driblar a angustia e o desanimo que precedem à dita cuja. Eles se instalam no meu estomago e percorrem as minhas pernas com arrepios de frio e medo de não sei do que.
Acho que sei medo do que, parece que sei. Medo de ficar uma velhinha raivosa!!! Quero ser uma velhinha risonha e adorável, já que não posso evitar envelhecer é assim que quero ser. Uma avó cheia de graça respondendo ás perguntas mais indiscretas dos meus netos.
Minha amiga Lucy diz que a palavra quando dita é materializável. Penso muito sobre isso e evito dizer que estou com raiva. Sabe aquela famosa frase “Ai que raiva!”? É essa. Não pode falar. Só de escrever lá vem chegando aquele gosto de coisa ruim na minha boca. Sou completamente sugestionável ou a escrita também se materializa?
A única vantagem de falar sobre esse assunto é que na verdade já esqueci porque estava com raiva.
Ah! Acabei de me lembrar! É que fico com muita raiva quando alguém pensa que sou tonta. Sabe quando alguém te conta uma mentira mais lavada e acha que colou? Cruzes!!! Estou me benzendo já, por que... Sabe quem vem chegando não é? Pensou que ia escrever de novo? Nem morta!!!


Beijos de boa tarde
Helô

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